Por que o e-commerce cross border deveria ter prioridade na sua estratégia nos próximos 3 anos?



Expansão internacional permite alcançar mercados muito maiores que o brasileiro, com margens mais elevadas e consumidores mais maduros

Nos anos 90, quando o e-commerce surgiu, um de seus grandes apelos era a possibilidade de permitir que as empresas alcançassem mercados que, de outra forma, estariam inacessíveis. Uma varejista de São Paulo poderia estar presente em todo o País com mais facilidade do que se precisasse desenvolver uma estrutura física em outras regiões. A evolução desse conceito é clara: se a internet é global, por que se limitar ao Brasil? Que tal pensar em escala global? Quanto mais amplo o mercado, maiores as oportunidades. O e-commerce cross border vem se tornando cada vez mais relevante no varejo brasileiro, ainda que represente, no momento, mais uma ameaça. Enquanto as empresas nacionais deixarem de olhar o mercado global como uma oportunidade, ficarão restritas ao Brasil e à sua volatilidade e complexidade tributária. Portanto, é hora de pensar não somente no cross border “de fora para dentro”, mas também em internacionalizar o varejo brasileiro por meio do e-commerce. Potencial para isso existe. E muito.

7 Razões para investir no cross border

1 – Exclusividade:
Produtos tipicamente brasileiros se transformam, no exterior, em itens de cauda longa, ganhando status.

2 – Elasticidade de preço:
Quanto mais raro o produto, mais caro. É o que viabiliza a venda de sandálias Havaianas na China a preços cinco vezes maiores que no Brasil.

3 – Isenções tributárias:
Somente o fato de não precisar pagar ICMS e IPI em uma venda internacional já aumenta a margem da venda em quase 20%. Esse aspecto já deveria ser suficiente para que você considerasse vender para fora do País.

4 – Diluir seus riscos:
Quem atua somente no Brasil está 100% exposto a uma economia de alta volatilidade, grande complexidade e baixo crescimento. Abrir operações online em outros países é uma alternativa de baixo custo e alta possibilidade de incremento de vendas.

5 – O Brasil é uma escola:
Com as diferenças regionais, o emaranhado fiscal e tributário e a resiliência adquirida por quem sobrevive a crises constantes, o varejista brasileiro está mais que preparado para lidar com a complexidade de novos mercados.

6 – Tamanho do mercado:
O e-commerce americano, sozinho, é 40 vezes maior que o brasileiro. Europa e Ásia também podem ser facilmente alcançados.

7 - No início, não invista em logística reversa:
Pelo menos no início, vale mais a pena colocar no preço do produto um percentual de custo de troca e enviar um item novo para o cliente que solicite uma substituição. Com o ganho de volume, será viável investir em um Centro de Distribuição e na logística reversa.

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