Mais de 60% das empresas brasileiras compartilham informação sigilosa em algum grupo de WhatsApp



A quem nunca aconteceu de perder um evento importante por não estar no grupo no qual o difundiram? Lembretes de reuniões importantes, fotos de ativos e inclusive informação sigilosa se divulga de maneira comum e regular dentro dos grupos internos das empresas brasileiras.

De acordo com o ponto de vista legal, em 2015 começou-se a falar que as conversas realizadas por meio da aplicação podem ser equiparadas a emails corporativos. Inclusive em alguns casos pontuais foram utilizadas como provas contra o empregador em condenações da justiça do trabalho. Da mesma forma, se um empregado filtra informação sigilosa que lhe chega por via do WhatsApp, isto pode ser considerado como uma violação à cláusula de confidencialidade do contrato de trabalho.

Nesse sentido, o advogado trabalhista Bruno Gallucci, do escritório Guimarães & Gallucci, afirma que “hoje, o WhatsApp já é, sem dúvida, uma ferramenta de trabalho. Isso significa que pode ajudar. Mas se não utilizada com cautela, pode prejudicar ao empregador e ao empregado”, e comenta que, além da crescente demanda de ações judiciais por conta de horas extras, existem pedidos de reversão de justa causa como conseqüência da demissão do empregado por motivo de mal uso da aplicação.

Por sua parte, o WhatsApp vem dando-se conta dessa situação, tanto que lançou o WhatsApp Business. Esta aplicação que à primeira vista parece igual à tradicional, facilita em uma empresa a comunicação interna, bem como com seus clientes. Porém, apesar de que este gigante da tecnologia tenha agregado opções para automatizar mensagens, algumas estatísticas e dados empresariais no perfil, nada se menciona sobre o que compartilhar ou não, assim como quais seriam as formas para difusão de informação sigilosa de maneira segura.

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